O trabalho de Jinil Park parte do gesto mais simples do desenho e leva-o para o espaço tridimensional. Os seus móveis dão a impressão de terem saltado diretamente de um caderno de esboços para o mundo físico, mantendo uma aparência deliberadamente provisória. À primeira observação, parecem peças inacabadas ou quase improvisadas, como se ainda estivessem em processo. No entanto, uma análise mais atenta revela objetos plenamente funcionais, construídos em aço, onde a solidez estrutural convive com uma sensação de fragilidade.






O elemento distintivo da sua prática está na recusa de apagar a presença da mão do criador. As linhas não são totalmente estáveis, as proporções fogem ao esperado e a perspetiva surge ligeiramente distorcida de forma intencional. Em vez de eliminar essas “falhas”, o artista incorpora-as como parte essencial da obra. Aqui, a exatidão não é uma prioridade; o que importa é a tensão entre o desenho e o objeto. Cada móvel parece existir num estado transitório, como se pudesse, a qualquer instante, regressar à condição de simples traço a lápis.
Imagens / Site oficial: www.jinilpark.com
